30/08/2008

"38) APRENDER COM O MITO DA CAVERNA"


"... o resultado ..., a ser imposto pelas urnas, trará de volta a dignidade tomada de nossos ilustres antepassados."

"APRENDER COM O MITO DA CAVERNA"

Palestra Itália... Início do Século XXI... Livramo-nos das correntes que nos mantinham presos aos caprichos de um nefasto presidente.

Logo, as sombras que possibilitavam enxergar a realidade de forma equivocada, dissiparam-se.

Verdadeiros palmeirenses romperam as trevas de nosso pesadelo, tomando as rédeas do destino alviverde. O que fazia parte do instinto e da sensibilidade irrompeu ideologia e amadurecimento.

Nossa vontade, representada pelas cabeças inteligentes de nosso momento presente, é permitir que o exército de gladiadores palestrinos, responsável por nossas conquistas, retorne ao "Coliseu", palco de tantas lutas, e perceba que ele mudou, onde o modernismo de uma nova arena ascendeu às luzes de uma nova era.

Bastam duas respostas afirmativas, para que nossos anseios sejam alimentados pela certeza absoluta do sucesso. Irresponsáveis, aqueles que negarem o progresso à família verde e branca.

Mais que a vitória pontual de domingo, em Curitiba, o resultado de sábado, a ser imposto pelas urnas, trará de volta a dignidade tomada de nossos ilustres antepassados.

26/08/2008

"37) FELIZ ANIVERSÁRIO"


"Aquela marca de competitividade, mesmo que irregular, continua a existir."

"FELIZ ANIVERSÁRIO!"

Feliz aniversário! Estamos falando da Sociedade Esportiva Palmeiras, por quem nos encantamos a cada jogo, a cada resultado satisfatório e a cada conquista. Estar apaixonado por ela, explica-nos os longos anos de fidelidade, desde 1914.

Feliz aniversário! Aquela marca de competitividade, mesmo que irregular, continua a existir. Será a sorte dos vitoriosos ou o destino dos escolhidos?

Feliz aniversário! Teu presente virá de tua coletividade; pelas mãos da democracia e do voto. Assim sendo, vislumbre a chegada de tua Arena.

Feliz aniversário! Apesar dos imprevistos, sorria. Traga no colo feminino, o amor eterno dos filhos que formam tua torcida.

23/08/2008

"36) OS MUROS TINGIDOS DE IRA"


"... quem marca, recupera a posse de bola; abastece a linha atacante; fica mais próximo da vitória."

"OS MUROS TINGIDOS DE IRA"

Os muros de Palestra Itália amanheceram tingidos com as cores e frases que protestam. O inconformismo é generalizado, e não há quem não tenha pensado deixar suas digitais nas paredes que cercam o clube. É o sangue do povo latino borbulhando nas veias.

Nossa natureza é assim: "Tudo é possível, menos a indiferença. A ética pode existir, mas, não é coberta pelo manto dos torcedores alienados".

Por que nos mesmos erros insistir? Não é o bastante o que vimos?

Palmeiras, por que você não mudou seu destino? Gostaríamos de vê-lo à frente dos concorrentes, respeitado e confirmando sua superioridade. Porém, caprichos e detalhes não nos permitem alcançar o equilíbrio desejado.

O miolo de defesa não funciona. O erro estaria na falta de treino ou na insuficiência técnica? Independente da resposta concedida, a responsabilidade deveria ser atribuída ao "Diretor Técnico". Afinal, ele escolhe quem joga.

Falta pegada à meia cancha. Nossos principais adversários encontram liberdade para trabalhar a bola. É sempre bom lembrar que, quem marca, recupera a posse de bola; abastece a linha atacante; fica mais próximo da vitória.

Onde está nosso planejamento? Estacionado, entre o estadual e o nacional?

Não podemos pôr a perder nosso trabalho. É chegada a hora de despertar.

19/08/2008

"35) IDOLATRIA PALMEIRENSE"

"A bola balança a rede. Por um lapso de tempo esquecemos a ausência de quem fazia a diferença."

"IDOLATRIA PALMEIRENSE"

O juiz apita, começa o jogo. É chegada a hora de nossa virada. Independente das mudanças, nunca mais seremos os mesmos.

Olho para o gramado, procuro o nosso camisa dez. Valdívia não está! Suspenso ... Vendido!

O que pensa o torcedor? Entre o bom senso e a passionalidade, milita o seu juízo de valor. Aceita-se tudo, menos a infidelidade.

Não é o caso de criticar, apenas entender. Os valores financeiros mexem com as cabeças dos seres humanos. Não há amor que resista. Infelizmente, as cartas de despedida fazem apenas a ferida dilacerar-se.

Ele fará falta! Afinal, jogos difíceis decidem-se por intermédio de pés mágicos de desbravadores da grande área inimiga.

Certa vez perguntaram ao Ademir - a elegância em pessoa - sobre o Mago: É craque? A resposta foi humilde, como o albino esmeraldino: Conhece! Trata a bola com intimidade. Como duvidar do Divino ?

Evandro centra e Alex cabeceia. A bola balança a rede. Por um lapso de tempo esquecemos da ausência de quem fazia a diferença. Porém, a verdade é única: "Mais um ídolo partiu, como tantos outros que viajaram e não voltaram. Dor da perda ou esperança da volta?

16/08/2008

"34) CONSERTAR O NOSSO CONCERTO"


"É preciso competência ... acima de tudo humildade ..."

"CONSERTAR O NOSSO CONSERTO"

Contavam as histórias cantadas por menestréis, sobre a existência de uma orquestra. Renomada, ela encantava pela harmonia de suas peças.

Certo dia, um de seus membros, exausto com o número elevado de concertos, resolveu "simular" que se apresentava. A idéia era gesticular; fazer de conta que executava a peça proposta. Com tantos componentes e instrumentos, quem perceberia a fraude?

Acontece que os outros músicos tiveram a mesma idéia. Ao iniciar o espetáculo, sob a batuta do maestro, o que se ouviu foi o som do silêncio.

Trabalho em equipe é assim: "Uma das engrenagens falha, toda a máquina entra em pane".

Transportando para nossa realidade, os últimos jogos da SEP demonstram certo simulacro de desempenho. Resumir a responsabilidade dos homens que personificam a arte de criar alegria, ao simples cumprimento de contrato, é achar que o profissionalismo encerra-se em si; único; simplório.

Acreditem: "Ser atleta profissional é muito mais que ocupar-se dos treinamentos diários, concentrar-se e jogar". É preciso competência, álibi dos melhores; acima de tudo humildade, fator que diferencia joio e trigo.

Está faltando humildade aos competentes profissionais.

Aliás, o campeonato estadual não é o ápice; não é o fim; é apenas o começo.

12/08/2008

"33) LAPIDAR A PERSONALIDADE"


"... [Ele] está em boa forma ..."

"LAPIDAR A PERSONALIDADE"

Não é fácil escrever sobre uma derrota. Geralmente, nosso lado passional procura crucificar possíveis responsáveis. Porém, não nos esqueçamos que o elenco, como um todo, representa as cores do clube. Portanto, perdem e ganham todos aqueles que dele fazem parte.

O negócio é não fazer vistas grossas, e aprender com os erros. O jogo continua. Não há vencidos ou vencedores.

O turno inicial constatou algumas máximas. Entre elas: "Não há concorrente invencível" - incluindo o líder, portador de uma vantagem que vem sendo registrada nas partidas como visitante, onde o desempenho é constante e equilibrado. Esperemos para ver se, ao sinal do primeiro insucesso, nossos principais adversários continuem a apresentar sua habitual "frieza".

Quanto ao Palmeiras, com a licença de todos que me lêem, farei uma breve análise:

Pontos Positivos:

Marcos - está em boa forma; Élder - convincente; Leandro - competente, com momentos de brilhantismo; Pierre - guerreiro - a SEP sente a sua falta - hoje ele é fundamental; Sandro - Não pode ser reserva - sóbrio - tem arranque com a bola dominada; Valdívia - repentes de craque - "parece" estar voltando à boa forma; Kléber - nosso gladiador - movimenta-se com agilidade, e sabe prender a bola na linha de ataque; Alex - artilheiro.

Pontos Negativos:

Nosso miolo defensivo apresenta instabilidade, principalmente nas bolas altas; Não encontramos um meia que raciocine o jogo, ao lado do Mago; Somos advertidos freqüentemente pela arbitragem (amarelos e vermelhos); Deixamos de saber lidar com as notícias plantadas pela "imprensa" (saída e chegada de jogadores, problemas internos...).

Alternativas (permanecendo o mesmo elenco):

Jogar, formando o miolo defensivo com Gustavo e Gladstone; Meia cancha com três volantes, sendo dois deles com saída de bola; Valdívia encostado na linha ofensiva, jogando com a "boca fechada".

Enfim:

Pode ser que as idéias apresentadas não causem o impacto desejado, mas, ajudam a lapidar a personalidade de um elenco competitivo, buscando afirmar-se em um campeonato parelho, onde não há um competidor que mereça destaque.

09/08/2008

"32) SOBRE A HISTÓRIA DE UM MENINO"

"Quinta feira ... contra o Vitória, a [s] assitência [s] ... e o [s] gol [s] ..., aliados ao estilo sóbrio ..., fizeram a torcida acreditar em algo maior e melhor."

"SOBRE A HISTÓRIA DE UM MENINO"

Permitam-me contar-lhes sobre a história de um menino. Introspectivo, ouvia mais do que falava. Foi assim que lapidou a sua personalidade.

Lembro-me bem, era 1976. Chovia muito! A SEP enfrentaria o Quinze de Novembro de Piracicaba, pelo “Estadual”. Faltavam três combates - dois clássicos. Precisávamos de quatro pontos para conquistar mais um campeonato.

Nosso personagem completava quatorze anos (09/08) , e como presente recebera o ingresso do jogo de quarta-feira (11/08) , no Palestra Itália. Ele era só ansiedade.

Porém, a instabilidade do tempo adiou o jogo (18/08) , e o menino palmeirense se viu desolado. Não por muito tempo.

Domingo (15/08) estava aí. Contra quem jogaríamos? “Clube da zona sul”, no “estádio panetone”.

Deveríamos comemorar o título contra eles, e não pura e simplesmente, continuar a caminhada. Mas, o destino foi caprichoso e o ingresso comprado substituía a tristeza anterior. Nosso personagem voltara a sorrir. Era hora de a expectativa ferver o estômago.

Dias difíceis, economia precária ...; desfrutar um jogo de futebol (pai e filho), somente nas gerais (elas eram atrás do gol - alguém lembra?). Contudo, a alegria de torcer pelo Palmeiras - “in loco” – superava a falta de dinheiro e o péssimo raio visual. Deve ter sido duro para o humilde pai não oferecer um conforto melhor para o entusiasmado filho - coisas que o tempo nos ensina.

Dudu era nosso técnico. Mas, o maestro palestrino era Ademir. Ao dominar a bola, sua elegância era notável, principalmente quando recebia na grande área e batia na saída do goleiro. Gol! Palmeiras: “Próximo do título!” Pai e filho abraçados, a comemorar. Coisas que o tempo nunca conseguirá apagar.

Hoje, quem dá as cartas é “O Estrategista” - assessorado pelo Mago, Pierre, Marcos...

Quinta-feira, por exemplo, contra o Vitória, a assistência ao tento de Valdívia e o gol de cabeça de Alex, aliados ao estilo sóbrio de Sandro e suas arrancadas, fizeram a torcida acreditar em algo maior e melhor.

Assim como existiu, em 1976, a cumplicidade entre pais e filhos pode existir. As arquibancadas continuam no mesmo lugar, disponíveis a todos que queiram utilizar-se delas - gerais, deixaram de existir. Leve o velho! Permita isso a ambos! A mágica pode acontecer. Alguns fantasmas podem e devem desaparecer

Aliás, retornando à história do menino, ele cresceu; aprendeu as leis dos homens; trabalhou muito (ainda trabalha); casou e constituiu família; diplomou-se Historiador. Trinta e dois anos depois (completados hoje), as saudades do pai persistem – afinal, ele ensinou entre outras coisas, amar a SEP.

Hoje, o menino que cresceu e formou-se um homem, escreve para muitos palmeirenses; aprende com eles; e procura tornar a sua vida e a dos seus, digna do pai que teve.

Chamem-no do nome que quiserem. Amigo, talvez!

Ele assina como Catedraldeluz.

05/08/2008

"31) AS LIRAS DO MAGO"


"... a verve poética nos pés e a irreverência própria dos malditos ..."

"AS LIRAS DO MAGO"

Por intermédio das histórias que cruzam os destinos, Neruda e Valdívia assemelham-se na plástica de cometer a arte.

Para quem escreve poemas ou balança as redes adversárias, o que é a arte? Mágica que se manifesta, talvez.

Pablo Neruda (1904 – 1973) era chileno, poeta, pedagogo e diplomata. Vencedor do "Prêmio Nobel de Literatura" de 1971, entre outros temas atraentes escrevia sobre a angústia romântica, a ética, a política e a sociedade.

Valdívia, com a verve poética nos pés e a irreverência própria dos malditos, fulmina a cidadela inimiga; exige a ética dos dribladores frente aos códigos morais censuradores; expõe a política da pura felicidade de comemorar gols; e agradece aos céus por vestir a camisa que lhe tornou algo e alguém.

"O Mago" é o nosso ídolo no presente. Infelizmente ausente e partido ao meio, entre o amor e o metal.

No Vale do Aço, Ipatinga, "o homem de ferro" era andino; cabeceador e arrematador. "O Verdugo das cordilheiras" era o único dentre todos que conseguia a proeza de amansar esse cavalo doido chamado bola, embora a cancha lembrasse uma trincheira de guerra.

Mas, uma pergunta persiste; incomoda-nos; faz-nos pensar no futuro como dúvida cruel: "Até quando permaneceremos confiantes e despreocupados, frente às constantes propostas recebidas pelo dez de Palestra Itália?"

Pablo Neruda tem a resposta, mesmo que nas entrelinhas. Muito mais um simples remédio do que o ovo de Colombo descoberto: "Se não puderes ser uma estrada, sê apenas uma senda."

Será um grande desperdício prescindir de tamanha qualidade. Agora que o elenco parece começar a "afinar os violinos", transmitindo confiança aos torcedores ...

De nossa parte, somos contrários à saída de tal artífice. Com ele, a América nos espera.

Medite sobre sua ausência, nobre poeta da bola.

02/08/2008

"30) O EXÉRCITO DOS TREZENTOS"


"... trazia junto de si, ... ,o número trezentos do jogos e do sucesso."

"O EXÉRCITO DOS TREZENTOS"

Retira-se da História o que de melhor ela pode nos oferecer. Suas mudanças e permanências nos ensinam como gira a roda da fortuna, onde o homem busca, incansavelmente, o que lhe dá prazer, o que lhe faz contar aos descendentes sobre a epopéia de suas conquistas.

Seja na antigüidade ou no mundo contemporâneo, percebemos que os acontecimentos tornam; mudam-se paisagens, personagens... ; acrescentam-se, subtraem-se... ; mas o homem continua brindando seus dias com inúmeras aventuras.

Por volta do século V a.C., o líder e rei persa, Xérxes (519 - 465 a.C.), decidiu invadir a Grécia, através do desfiladeiro das Termópilas, utilizando-se de duzentos mil guerreiros.

Leônidas (? - 480 a.C.), líder e rei espartano, tornou-se responsável pela defesa do território grego, conduzindo um contingente médio de oito mil guerreiros, que por motivos que não nos cabe analisar, é reduzido para "trezentos” – totais de sua guarda pessoal.

Embora a disparidade de forças, Leônidas teria alcançado o sucesso desejado, caso não fosse traído por um humilde pastor local, Efialtes. Estavam abertos os portais gregos, para que os invasores persas pudessem consumar a sua conquista – algo que a História, caprichosamente, negaria a Xérxes.

Ficou o ensinamento prodigioso: "Esparta produziu guerreiros que, antes de tudo, amavam a terra onde nasceram. Por elas preferiram morrer, ao invés de baixar a cabeça, como súditos do estrangeiro”.

Pois é, mais uma vez mudaram-se os dedos, ficando-se os anéis. Leônidas entrou para a eternidade, ao contrário de Luxemburgo, nosso técnico e estrategista, construindo sua história e preparando nossa defesa, contra ataques cariocas do bairro da Gávea. Pelo menos a priori, não tínhamos conhecimento de traidores que pudessem conspirar contra nossas forças – caso descartássemos a imprensa, é claro.

Luxemburgo trazia junto de si, por outros motivos que não os originais da História, o número "trezentos" dos jogos e do sucesso. Parabenizado pelo lendário Marcos (nosso goleiro), "O Estrategista" fazia do ambiente, mais um fator favorável. Não perderíamos! Estávamos fortes e com reservas energéticas vindas do entorno do gramado. Perto de "trinta mil torcedores" ilustravam o quadro da noite festiva.

Ao melhor estilo Amaral e Flávio, Jumar e Sandro - este, eletrizante e autor do gol da vitória – reacenderam a chama da alma alviverde. Independente do princípio de conflito (solucionado pelo destino e pelo bom senso), Valdívia voltou a ser importante, inclusive na assistência do gol.

As linhas de defesa e ataque contribuíram, dando mostras de como pretendem solucionar seus problemas técnicos, táticos e emocionais.

Parece-nos que o fator contagiante voltou a reinar. Perguntamos: Seriam as madeixas do Mago, crescendo e trazendo-o de volta para a galera alviverde?

Estamos amadurecendo! Falta pouco para estarmos entre os melhores.