29/11/2008

"64) CAMISA DEZ DE RESPEITO"


"Entre os melhores que a 'Academia' possuiu, [ele] foi o rei ... "

"CAMISA DEZ DE RESPEITO"


Assistindo a primeira partida da final Sul Americana, ficou provado que "o camisa dez" é fundamental. Articulador de jogadas, ele sempre será marcado de perto, permitindo que seus companheiros de equipe tenham a liberdade necessária para construir as vitórias.

Jogo difícil? Bola nos pés dele, oxigênio necessário à sobrevivência da causa, em favor do título.

Verón (32) ou D`Alessandro (26)? Escolha um e vista nele o manto verde e branco. O dinheiro investido na compra seria devolvido aos cofres do clube, por intermédio de vitórias, títulos e, principalmente, hegemonia. O futebol valoriza os homens de bom senso, mas, não se esquece dos homens corajosos. O meio termo é o caminho correto.

Em nossas maiores conquistas, nunca deixamos de contar com a regência de um maestro. Entre os melhores que a "Academia" possuiu, Ademir da Guia foi o rei, outorgando a Alex, o título de príncipe herdeiro. Enfim, a qualidade sempre prevaleceu.

Não seria a oportunidade que faltava para voltarmos a trilhar rotas mais confiáveis? Pois, se uma boa equipe começa por um goleiro confiável, ela encontra seu ápice através do talento de um camisa dez de respeito.

25/11/2008

"63) A ESPINHA DORSAL DO FUTURO"


"... atletas identificados com a camisa alviverde ..."

"A ESPINHA DORSAL DO FUTURO"

O final de temporada está deixando um sabor de "queria mais". Nós, pretensiosos? É que os erros primários nos fizeram questionar o projeto inicial e verificar a crescente vaidade reinante no elenco.

O futuro aguarda que os homens que dirigem a "sociedade" demonstrem discernimento na hora de planejar novas estratégias, passando por atletas identificados com a camisa alviverde e comandantes comprometidos com nossos objetivos. Não podemos admitir, por exemplo, saídas inoportunas, como foram os episódios de Henrique e Valdívia.

A equipe ideal nasce nas mãos de Marcos - o goleiro que ninguém passa -, percorre a meia cancha patrulhada por Pierre – operário fabril -, e termina no "gladiador" Kléber; unanimidades da "LENDÁRIA TORCIDA QUE CANTA E VIBRA" .

Afora a estrutura citada, 2008 nos mostrou bons jogadores que podem permanecer e dar a volta por cima. Basta apresentarem "espírito de comprometimento".

É hora de criarmos instrumentos que nos façam conquistar, mas que também possam viabilizar o próximo passo, que nada mais é do que a busca da hegemonia.

22/11/2008

"62) HOMENS DE BOA FÉ"


"A América nos espera!"

"HOMENS DE BOA FÉ"

Percebi que alguns envolvidos nos últimos episódios da tormenta alviverde começaram a reconhecer seus erros – mesmo que subjetivamente.

É preciso citar nomes? Não! Acompanhando a “Mídia Palestrina” saberemos reconhecê-los – mesmo que nas entrelinhas.

Agora é necessário atitude. A cada dia, uma nova performance, visando o fortalecimento da filosofia esmeraldina, iniciada com Luis Carlos Saroli (Caio), em 2007.

A América nos espera! Confirmemos a labuta! Título? Coisa de louco que ainda acredita na Providência. Mas, a loucura não é a fenda que permite à luz de nossa insanidade estabelecer o seu raciocínio, que nada mais é do que o esboço de nossa lucidez?

Compare 2006 e 2008, passando por 2007 como um divisor de águas. Demonstrem respeito pelos homens de boa fé que respiram pelas vielas e arquibancadas de Palestra Itália. Eles representam a linhagem dos personagens que marcaram nossa epopéia de glórias.

Em resumo, eu ainda confio em poucos que podem tornar-se muitos. Até a última gota de suor.

18/11/2008

"61) PARA LER E PENSAR"


"... você sabe o que é ser palmeirense ..."

"PARA LER E PENSAR"

Século VI, o Império Romano sobreviveu no Oriente.

Mantenedores da ordem estabelecida, o Imperador Sabbatus Justinianus – Justinianus I – (483-565) e a Imperatriz Teodora (500-548) governavam da capital, Constantinopla, onde o Hipódromo era um dos pontos de encontro sociais. Lá, disputavam-se corridas de bigas por equipes – Azul (Vinetii) e Verde (Prasinoi).

A "Equipe Azul" recebia o incentivo da torcida originária da nobreza, incluindo a família imperial – alguma semelhança com algum clube que nós conhecemos?

A "Equipe Verde" recebia o incentivo da torcida originária da classe menos abastada.

As corridas influenciavam no cotidiano de todo o membro da cidadania romana, independente da classe social. Só assim seria possível esquecer-se dos problemas enfrentados, mediante o descontentamento com os altos impostos e a miséria. A nobreza, cada vez mais subserviente ao Imperador. Enquanto que a "plebe", cada vez mais explorada.

Com o tempo, as torcidas das equipes passaram a interferir em assuntos além do Hipódromo. Inclusive, o relacionamento entre elas beirou a guerra civil.

Utilizando-se da conivência imperial, a "Torcida Azul" passou a perseguir a "Torcida Verde", agredindo, estuprando e assassinando, o que levou à contra partida.

Com o intuito de demonstrar "justiça" – na verdade evitar o caos generalizado que, com certeza atingiria o trono -, Justinianus I resolveu tornar-se "senhor do juízo", punindo qualquer ato ilegal ou violento contra "o outro".

O efeito reverso veio a galope. Irada, a nobreza sentiu-se traída, e partiu com destino ao palácio imperial. O objetivo era depor o mandatário.

Os verdes, enxergando a chance de resgatar sua dignidade, também se dirigiram à sede imperial.

Insuflado pela esposa, o Imperador escalou o General e Comandante Belisário para "expurgar o mal" – conhecido pela História como "A Revolta de Nika [Vitória]" -, mesmo que isso correspondesse à morte de alguns de seus homens de confiança.

A chacina levou ao cadafalso, azuis e verdes - algo que pudesse lotar as dependências de um complexo esportivo. Aqueles que tiveram a sorte de sobreviver, aprenderam com o jogo do poder.

E você, entende como mexer as peças? Como funciona a escolha? O que interessa a quem?

Certamente, você sabe o que é ser palmeirense e exigir seus direitos. Afinal, prestigiou a equipe do começo ao fim do campeonato, e sabe de sua importância.

15/11/2008

"60) O FLAGELO DO MARACANÃ"


"A Gávea jamais esquecerá o recreio dos bandeirantes esmeraldinos."

"O FLAGELO DO MARACANÃ"

A juventude nos permite ousar, independente do desconhecido. Ela conduz nossas idéias rumo a vitórias profundas, brilhantes e inspiradoras. Na sua maior parte, provida do instinto, constrói as linhas de um épico, onde o medo inexiste.

Enfim, a juventude é o anseio latente de todos as figuras que perderam o elã da conquista, buscando na imagem do novo, uma forma de redimir seus pecados de homens acomodados.

Tudo aquilo que dorme sobre os louros alcançados, envelhece, perde sua quantia de sangue nos olhos, e vive o ilusionismo do feito fácil. Renovar sempre é preciso.

Assim sendo, voltamos ao palco que tanto nos ofereceu. Lugar dos bravos que, alheios aos prognósticos, escreveram nossa história de dezembro de 1979.

Depois de quatro gols contra um, os jovens comandados por Telê (1931-2006), foram venerados pelo adversário carioca – respeito que poucos conseguiram.

Como poderiam perder? Logo os reis do Maracanã? Subjugados pelos inexperientes jogadores alviverdes? Acredite, vontade é algo invencível quando parte do espírito de nobres indivíduos. O novo é bom porque sente a fome alojar-se na necessidade.

Jorge Mendonça (1954-2006) e outros foram maravilhosos. A Gávea jamais esquecerá o recreio dos bandeirantes esmeraldinos. Um dia para nunca mais deixarmos passar em branco e servir de fonte inspiradora para nossos atuais jogadores.

O novo e o velho devem ser um só; fundir-se. Enaltecer nossa bandeira, sempre, independentes das dificuldades. Defender como humildes e atacar como obstinados.

Vale taça... Vale vaga... Vale nossa honra.

11/11/2008

"59) NÃO JOGUEM A TOALHA"


"Esperamos novamente, a luta incorporada ao cotidiano de nossa equipe ..."

"NÃO JOGUEM A TOALHA!"

Há muito pelo que lutar! Desafiando e demonstrando o seu valor - e somente assim -, os jogadores da SEP podem recuperar sua dignidade, ferida pelo insucesso do último final de semana.

De Marcos a Pierre, passando por Gustavo - verdadeiros exemplos de "vergonha na cara" -, nossos atletas podem reconquistar o caminho das vitórias, encarnando o espírito de nossos melhores momentos de 2008.

Ao torcedor cabe aguardar. Esperar atitude do elenco palmeirense, que tanto recebeu – aliás, exigimos pulso de nosso comandante Luxemburgo; capacidade ele tem.

Assim sendo, temos três alternativas à nossa frente: 1) Título do campeonato; 2) Copa Libertadores da América; 3) Copa Sul Americana. Esperamos novamente, a luta incorporada ao cotidiano de nossa equipe - correndo, transpirando e disputando cada palmo do gramado -, e que o melhor esteja reservado ao clube de Palestra Itália.

A todos os envolvidos no processo, pedimos: "Não joguem a toalha! Até a última gota de suor.

08/11/2008

"58) JUSTIÇA DOS HOMENS"


"Pois é, por entre seus bastidores, o futebol prega peças - e elas decidem jogos."

"JUSTIÇA DOS HOMENS"

Justiça é a arte de atribuir a cada indivíduo o que lhe compete.

O homem, insatisfeito com as diferenças de ponto de vista encontradas na sociedade, busca um termo mediador na palavra citada no parágrafo acima.

Contudo, dependendo do momento, ela pode tornar-se uma propriedade humana, onde os interesses de quem detêm o metal falam mais alto.

Assim funciona o jogo de poder no cotidiano.

Não seria melhor pensarmos na verdade – caracterizada pelo que é certo – como elemento de equilíbrio social? Infelizmente, as coisas não funcionam assim.

No futebol, o que mais questionamos é o sentido da palavra principal do texto.

Por exemplo: Seria justo utilizar-se da máquina estatal, com a finalidade de construir um estádio e mantê-lo? Seria justo canonizar alguns personagens da "ditadura militar" como artífices do sonho acalentado por poucos? Seria justo achar que hoje, os homens que lutaram contra a censura permitam ouvir as falcatruas de ontem como algo normal? Seria justo enxergar aqueles que foram pura maldade e preconceito, se tornarem ícones da competência?

Pois é, por entre seus bastidores, o futebol prega peças – e elas decidem jogos. Convencem prefeitos eleitos a envergarem camisas ocasionais e prometerem obras que não constavam de plataformas de campanha.

E nós, onde nos encaixamos? Entre a justiça maleável e a verdade?

Com certeza, continuamos acreditando no grito de gol como instrumento de justiça única, nascida na fé. Continuamos sendo alviverdes e torcendo delirantemente. Até a última gota de suor.

04/11/2008

"57) BATISMO DE FOGO"


"Além da técnica e da tática, imprescindíveis para a conquista, é preciso sorte de vencedor ..."

"BATISMO DE FOGO"

Depois de uma vitória econômica frente aos goianos no Palestra Itália, a SEP voltou a vencer, desta vez na baixada santista, contra um adversário motivado ao extremo, que se jogasse sempre assim, não estaria entre os "dez menos".

Desfalcados de Marcos (nossos sentimentos a ele) e Roque Júnior (contundido), a equipe alviverde superou-se, sendo extremamente objetiva – o que criou, aproveitou.

Bruno foi nosso goleiro e Martinez o nosso zagueiro – ao que parece, nossa escola de goleiros continua confiável, assim como descobrimos um novo componente para a zaga.

Infelizmente, não estamos atravessando um momento brilhante. Nosso futebol é pragmático e o sucesso reside em aproveitar o erro antagônico. Contudo, raciocinando com frieza, alguém entre os competidores está enchendo os olhos do expectador? De areia, talvez.

Além da técnica e da tática, imprescindíveis para a conquista, é preciso sorte de vencedor – até agora, ela não apareceu. Estará reservada aos últimos cinco combates?

Assisti ao longo dos anos várias equipes vitoriosas surgirem em momentos críticos de campeonato, nunca lembradas como candidatas em potencial, e que se fazendo valer do oportunismo ocasional chegaram ao título – Itália/1982, por exemplo. Seria um erro desmerecê-las.

Equipes fortuitas aproveitam-se de fatos novos, lançados no cotidiano pelo destino caprichoso. Não menos competentes por isso, fazem da humildade e do silêncio suas armas letais.

Afastados dos holofotes da "tendenciosa mídia oficial", nossos nobres cavaleiros alviverdes podem trilhar um caminho menos dificultoso, demonstrando surdez aos apupos das torcidas alheias – sejam elas do bairro da Gávea e arredores, ou de Salvador.

Até a última gota de suor, a confiança deverá ser a palavra chave, fazendo do jogo a jogo, um batismo de fogo. Afinal, o verde é a cor da esperança. E ela, a última que tomba.

01/11/2008

"56) AS FACES DA ÉTICA (a guerra está declarada)"


"Vencer nos possibilitará respirar ares de ruptura - tardia, pelo menos, uma década."

"AS FACES DA ÉTICA"
(a guerra está declarada)


A ética está acima da moral. Ela é o modo de ser, interferindo nos costumes.

Assim sendo, sempre que a moral – representada pelos códigos morais, mantenedores dos inúmeros nichos sociais – divergir em si, a ética unificará os desiguais. Inclusive no futebol.

Todavia, dúvidas apresentam-se, e esse campeonato ensina que a ética pode ser uma questiúncula de ponto de vista.

A ética é princípio. Contudo, não está sendo desconsiderada? A ética é permanente. Contudo, não está sendo um dispositivo ocasional? A ética é atributo universal. Contudo, não está sendo utilizada como vestimenta para alguns, dissimulando suas verdadeiras personalidades? A ética é regra. Contudo, não está apresentando brechas? A ética é teoria. Contudo, não está sendo usada na prática - equivocadamente - pelos “moralistas” da bola?

Estamos assistindo a queda mortal da moralidade ética normativa. Aquela que permite enxergar o certo e o errado, o bem e o mal... punindo com veemência o sorriso ultrajante de certos goleiros, que ora institucionalizam um novo "modus operandi" ético: "A imoralidade", onde os fins justificam os meios.

A ira de todos nós está na inoperância da mudança – as algemas nos prendem e o livre arbítrio inexiste.

Não seria hora de cultivarmos os ventos da ética amoral (onde as circunstâncias oficializam as atitudes; onde tudo emana relatividade e absolutismo temporal; onde a Mídia Palestrina, guerrilheira urbana da notícia, substitui o modelo diplomático)?

É hora de levantar a voz (aliás, parabéns Professor Belluzzo), antes que o clube da zona sul conquiste a simpatia da sociedade alienada, que não guarda na memória seu passado pontual.

Não é possível esquecermos o que poucas mãos, munidas de seus açoites, fizeram com o dorso de muitos.

O jogo do final de semana ilustra claramente o que representa vencer ou perder. Perder simboliza a continuidade do processo de lavagem cerebral a que foi submetida toda uma sociedade brasileira, no tocante ao futebol. Vencer nos possibilitará respirar ares de ruptura - tardia, pelo menos, uma década.

Estamos prestes a assistir os capítulos finais de uma luta ideológica, onde a aristocracia do futebol precisa deixar de existir.