27/02/2009

"90) TRIBUTO AO CONDUTOR DO ARCHOTE"


"Conduzir nossos lanceiros pelas cruzadas da vitória."

" ... o sábio da meia cancha."


"Vida longa e plena ... àquele que conduz o archote ..."

“TRIBUTO AO CONDUTOR DO ARCHOTE”

Com a saída inoportuna do Mago, o caminho do gol tornou-se sinuoso.

Era preciso voltar a pensar o jogo e realizá-lo; torná-lo natural e eficaz. Conduzir nossos lanceiros pelas cruzadas da vitória.

Mas de que maneira poderíamos vislumbrar o homem ideal, se o fantasma do chileno teimava amaldiçoar a camisa imaculada?

O homem cria seus mitos e, depois que eles adormecem, cuida que outros tomem a forma de substitutos.

Assim sendo, aquele que conduz o archote rompeu com o medo do lugar comum e nasceu para o mundo da matéria.

Inteligente por natureza e conhecedor do que faz, aquele que conduz o archote é o sábio da meia cancha. Aquele que ensina o caminho para um novo modelo de “Academia”.

Vida longa e plena ao articulador; àquele que conduz o archote; àquele que responde pelo nome de Cleiton Xavier (25).

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23/02/2009

"89) CAPRICHOS DE UM CARNAVAL"


" ... balança as redes adversárias com uma freqüencia expressiva."


"A cumplicidade entre os compartimentos da equipe fará o entrosamento chegar."


" ... cultura de um povo multifacedo ..."

"CAPRICHOS DE UM CARNAVAL"

Carnaval é o acervo de toda a capacidade de externar alegria, beleza e competitividade entre os artistas da festa mais popular do Brasil. É a vida encenada em alegorias, utilizando-se da criatividade e do desempenho evolutivo.

Carnaval que foi uma homenagem à deusa Ísis, no Egito Antigo; celebrações dionisíacas na Grécia Antiga; bacanais, saturnais e lupercais da Roma Antiga; e bailes de máscaras do século XV, promovidos pelo Papa Paulo II (1417 d.C – 1471 d.C), com a finalidade de dizer “adeus à carne” ou “carne vale”, apartir do ano lunar.

Carnaval que hoje é cultura de um povo multifacetado, folclore amado e odiado, porém nunca tratado com indiferença.

Carnaval que hoje caracteriza a técnica e ginga do jogador de futebol; dos laterais avançando progressivamente; da força de combate de um volante e sua saída de bola; e da primazia de dois meias.

Assim sendo, acompanhar o raciocínio da meia cancha esmeraldina não é fácil. Ela funciona em harmonia e deixa claro que o futuro – dependendo dela - será mais que promissor.

A linha de frente alviverde, a começar por K9 (21), balança as redes adversárias com uma freqüência expressiva. É sinal de que o torcedor pode confiar piamente.

Nosso carnaval não foi completo? Paciência! O tempo conspira a favor e escreve certo por linhas sinuosas.

O erro não é interminável. Ele é conseqüência da busca de equilíbrio. A cumplicidade entre os compartimentos da equipe fará o entrosamento chegar.

Carnaval caprichoso? Certamente! Contudo, a quarta-feira de cinzas está aí e dependendo da meia cancha palmeirense, a praça apoteótica continuará aberta, recebendo seus artistas da bola.

20/02/2009

"88) ACADEMIA, CERTAMENTE!"


"Nossa virtude sempre se baseou na técnica de nossos jogadores."

“ACADEMIA, CERTAMENTE!”

Não posso esquecer-me do que somos e como construímos nossa imagem.

Nossa virtude sempre se baseou na técnica de nossos jogadores.

A bola preferiu ser nossa cúmplice, ao invés de se tornar uma amante circunstancial.

E os gols anotados? Na verdade, autógrafos apoteóticos legados à memória do torcedor.

Aos saudosistas lembro-me do “Divino”. Era a própria leitura pautada no sincretismo do mito e da lenda. Aquele que possuía o dom de congelar a cena e emoldurá-la.

Aos “imediatistas” - aqueles que preferem o aqui e o agora – lembro do “Mago”, do chute perdido no ar - sátira medieval; deboche do tempo aliado ao vento.

Entre a técnica e a tática, o meio termo. Entre a inteligência e o conhecimento, a sabedoria. Entre a entrega total e o profissionalismo, o romantismo que sempre iniciou as jornadas.

Não posso e não devo me iludir com as conquistas alcançadas e desprovidas do brilho inerente à imortalidade. O “mecanicismo” certamente, um dia escorrerá pelas laterais dos dedos e a História acomodará suas páginas no limbo.

Futebol é espetáculo, arte, criatividade... competitividade! Entretanto, competitividade através da criatividade, arte, espetáculo...

Futebol é sensibilidade, metafísica, lágrimas nos olhos. É arrepio, prova da existência do espírito, luz que anuncia a resposta aos apelos efetuados.

Portanto, quando você estiver em dúvidas sobre a escolha a fazer - arte ou competitividade -, escolha o caminho que melhor explicar a emotividade. Eu assisti a ambos e prefiro a arte. A competitividade é finita e encontra paredes pela frente. A arte é eterna, ligando aqui e acolá por meio de pontes; manifestando-se constantemente.

Entre a competitividade inimiga - mecânica, pragmática... algo que beira a chatice! – e a arte alviverde, a segunda impressiona mais. Não perece ao tempo e amadurece. Aliás, a experiência foi o fator que nos faltou em San Francisco de Quito. Contudo, tal manufatura está sendo processada.

16/02/2009

"87) LÍDER, CONCORRENTES, ADVERSÁRIO E INIMIGO"


" ... a cada rodada luto para manter-me à frente dos concorrentes."

"LÍDER, CONCORRENTES, ADVERSÁRIO E INIMIGO"

Meu nome é Sociedade Esportiva Palmeiras.

Com a liderança nas mãos, a cada rodada luto para manter-me à frente dos concorrentes.

Meu adversário sonha com minha queda. Porém, minhas derrotas se assemelham a utopias de homens débeis. Afinal, o insucesso tem se tornado inexistente.

Cuido para não esquecer o meu inimigo. Aquele ardiloso personagem que se alimenta da soberba, própria dos heróis de mentira. Seu descontrole aparece quando os holofotes negam-lhe exclusividade.

Meu nome é Sociedade Esportiva Palmeiras e continuo surpreendendo.

Minha sentença é o respeito a meu torcedor. Passional, porém presente, seu grito de apoio é o combustível indispensável para meus jogadores.

Alguns políticos inábeis procuraram me dirigir com intenções que fugiram à realidade histórica de meu passado. Entretanto, a contra partida irrompeu pelas alamedas do jardim suspenso e o equilíbrio dos homens de boa fé respondeu afirmativamente. A tempestade passou e o tempo firme voltou, nos permitindo plantar e semear as boas idéias.

Enfim, não posso deixar de destacar minha “patrulha eletrônica”, fruto do amor incondicional promovido por autênticos filhos da família alviverde, e legítimos herdeiros do legado de 1914.

Que venha Quito e sua altitude.

Que venham os equatorianos, com suas estratégias mirabolantes, baseadas na velocidade e bolas alçadas à área.

Respeitar os nossos concorrentes, adversário ou inimigo? Sempre! Amedrontar-se diante deles? Jamais.

13/02/2009

"86) INSUPORTAVELMENTE COMPETITIVOS"


"E aqueles meninos prodígios, craques da bola de meia, hoje personificam ídolos palestrinos ..."

“INSUPORTAVELMENTE COMPETITIVOS”

Nobres palmeirenses, me permitam discursar sobre a infância. Lembrar-lhes que a brincadeira continua existindo dentro de cada homem vestido de verde e branco, nos defendendo nesta temporada.

Eu preciso falar sobre um tempo distante, onde a verdade não era propriedade privada e a responsabilidade era encarada com a naturalidade peculiar de uma criança se descobrindo.

Um tempo a sorrir das mazelas da turma – aquele exército de sonhadores, com o firme intuito da aventura.

Sempre que viajo pelo passado, a aventura consegue me fazer entender coisas que minha idade, outrora não permitia. Mas descobri também que não era imperativo saber lidar com tais valores.

Hoje, sempre que possível retorno aos campos de morango. Os mesmos campos que me possibilitaram, ontem, correr livremente pelas cercanias.

O futebol, por exemplo, esse ópio de produtos notáveis, sempre será um fio condutor entre o passado e o presente. Quando ontem e agora se fundem, arte e magia se completam. A equipe alviverde de 2009 é o retrato dessa simbiose. E aqueles meninos prodígios, craques da bola de meia, hoje personificam ídolos palestrinos - Cleiton (25), Diego (23), K9 (21) ... - que passam, lançam e executam as redes inimigas, todos inspirados no puro divertimento infantil.

Infância irresistível! Nossos jogadores encontram prazer em fazer estripulias; driblar, chutar e cabecear. Porém, cientes do que precisa ser alcançado. É o profissionalismo aliado ao jeito moleque de ser.

Provavelmente, um dia encontraremos adversário capaz de nos impor um revés. É parte do jogo de ganhar e perder, onde não existem invencíveis. Contudo, a confiança vem crescendo a olhos nus e a juventude de Palestra Itália venderá por preço exorbitante o dia de seu juízo final.

Extremamente convincentes, hoje passamos a incomodar. Até aqueles que se auto-intitulam “soberanos". Coisas que apenas o planejamento pode explicar.

Extremamente convincentes! Insuportavelmente competitivos!

09/02/2009

"85) A INCONTROLÁVEL ONDA VERDE"


" ... instinto predador ..."

“A INCONTROLÁVEL ONDA VERDE”

Chuva, lágrimas da natureza. Completa-se um ciclo - ou é o começo de outro?

Em pleno Palestra Itália - acredite! – uma “onda marítima” deslocou-se. Na verdade, uma série delas.

Aproveitando-se do deslocamento da matéria no espaço, no menor tempo possível, os jogadores alviverdes imitaram colunas de água a caminho do gol adversário.

Alegria, juventude e responsabilidade. É a SEP escrevendo uma nova página de sua história. Ajudado pela sorte? Talvez! Afinal, a sorte ajuda quem muito trabalha.

Para não ser repetitivo, não vou eleger alguém em especial - linha defensiva ou ofensiva; meia cancha ou “reserva”. Hoje, somos uma agradável surpresa - até para a “imprensa”. Pásmem, pelas mãos de um homem que é o contrário da humildade

Estamos conhecendo “a família do “estrategista”: Velocidade na saída de bola, passes e lançamentos; objetividade nos arremates e cabeceios; e instinto predador, na hora de consumar vitórias.

Assim como o efeito Tsunami, tornamo-nos incontroláveis.

A causa do sucesso? Todas as ondas - “verdes” - rumarem para o mesmo porto.

Invencível? Impossível! Momentâneo? Duvido! Equilibrado? Certamente! Vitorioso? Provavelmente!

06/02/2009

"84) A CONQUISTA DA MONTANHA DE PRATA"


" ... competitividade e seriedade ..."

“A CONQUISTA DA MONTANHA DE PRATA”

Século XVI. Diego Huallpa - pastor quéchua - descobre uma série de minas de prata, quando tratava de seu rebanho de lhamas, nos limites do monte “Cierro Rico”. A notícia se espalha. É fundada a cidade emblemática de Potosi.

Um cronista espanhol desconhecido, ao tomar conhecimento da descoberta, batiza o fato de “ A conquista da montanha de prata”. Cem anos mais tarde - século XVII - , Potosi é lembrada como a maior produtora de prata e a cidade mais rica do mundo.

Fabricando lendas e cultuando mitos, Potosi e o povo humilde de suas vizinhanças tornaram-se testemunhas vivas do painel que se apagou com a seca dos veios de prata, em pleno século XIX.

Ontem, Potosi era explorada pelo colonialismo espanhol. Hoje, alvo de outra espécie de conquistador: “Verde e branco; uma sociedade esportiva”.

Hoje, Potosi guarda seus mistérios, suas armas ... Poucas, é claro! Porém, não se pode subestimar a “altitude” e seu “ar rarefeito”. Por isso, a tática utilizada veio precedida de planejamento, algo relegado por nosso passado próximo. Até o “mestre”, “estrategista contumaz”, aprendeu com sua idiossincrasia.

Potosi inexistiu, na figura de seu mais temido fantasma.

Destacar competitividade e seriedade seria “chover no molhado”. Mas, nossa equipe vem apresentando algumas características que, mal combatidas, provocam prejuízos incalculáveis.

Liberdade para Cleiton (25) e Diego (23) articularem é o mesmo que aguardar a picada mortal de uma cascavel, habitante de nossa linha ofensiva. Como diria um saudoso narrador esportivo: “K9 (21) é fogo!”.

Enfim, o futuro nos espera, de maneira promissora. Precisamos manter humildade e espírito de equipe atentos. Todo cuidado é pouco. Contudo, o caminho escolhido é o caminho correto.

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02/02/2009

"83) TRÊS VEZES MAIS CONFIÁVEL"


" ... ['] a expectativa promissora [']."

“TRÊS VEZES MAIS CONFIÁVEL ”

Fruto do garimpo de novos valores, alguns atletas teimam ressuscitar. Quinze minutos de fama ou último suspiro de combalidas esperanças?

Na verdade, imediatas e inconclusivas, nossas únicas certezas espelham o trabalho executado com objetividade pelo pivô Max (25); pelo levantamento lotérico, porém eficaz, do lateral Jéfferson (21); ou pela jogada individual do meia Deyvid (21), ao invadir a área adversária e sofrer a falta decisiva.

Percebam que todas as jogadas citadas acima - extremamente pontuais - culminaram com a interferência de um “jovem proscrito” - hoje, “menino prodígio”: “Lenny (21), a expectativa promissora”.

Passionalidade e futebol respiram o mesmo ar? Enfim, bom senso é coisa de momento, com durabilidade de um grito de gol? O que acha você, palmeirense?

Os Insatisfeitos ainda existem. Eles se alimentam das polêmicas manchetes de jornais.

É dever de cada torcedor - um técnico em potencial - entender como funcionam os fatos e saber discernir o certo do errado.


Assim sendo , o futebol continua existindo entre o céu e o inferno; como uma “caixa de surpresas”; Igual à “Pandora” que nos ensina a evitar as críticas sobre aqueles que um dia iremos chamar de craques.