29/06/2009

"125) A ARTE DE COMANDAR"


"Afinal, ser palmeirense é uma consequência."

“A ARTE DE COMANDAR"

Falar o necessário, evitando acender a fogueira dos conspiradores.

Ouvir seus pares, não se isolando como “senhor da verdade”.

Respirar a história da Società Palestra Itália nas suas mais profundas entranhas.

Vasculhar e reaproveitar o elenco, oportunizando chance aos esquecidos, não se esquecendo de ser favorável a reforços, respeitando nossos limites orçamentários. Porém, incentivando a busca de recursos, com criatividade e mentalidade progressiva.

Enfim ser, antes de mais nada, profissional. Afinal, ser palmeirense é uma conseqüência.

26/06/2009

"124) PROCURA-SE POR UM ÍDOLO"


" ... procura-se por um ídolo que, com a licença de todos, possa nos fazer felizes."

“PROCURA-SE POR UM ÍDOLO"

Procura-se por um ídolo constante e emocionante, que leve a torcida ao delírio e faça-nos retornar no próximo jogo.

Procura-se por um ídolo! E não precisa ser específico! Basta incorporar a força emanada por cada indivíduo da estrutura de cimento armado.

Procura-se por um ídolo identificado com a humildade contida nos sonhos de quem paga o ingresso.

Procura-se por um ídolo arrojado, que saiba sair do gol e crescer à frente dos atacantes; que defenda pênaltis e suba à área adversária, quando o desespero é o exemplo da fronteira final.

Procura-se por um ídolo implacável, que arrepie pela coragem; que se machuque, sufoque a dor e volte persistente; que como última tarefa a cumprir evite o gol eminente.

Procura-se por um ídolo rápido e preciso, que possa dar ritmo ao meio de campo verde e branco; que lance, passe e seja assistente; que surpreenda a meta inimiga com chutes à longa distância.

Procura-se por um ídolo notável, que saiba dominar a bola e driblar seus marcadores; que não tema o “zagueiro limitado e assassino”; que tenha cravado no peito o instinto animal e predador, capaz de levá-lo ao “gol de placa”, independente do campo de batalha.

Procura-se por um ídolo oportunista, que saiba a arte de fazer gols de cabeça, pé direito e pé esquerdo ... de penalidade máxima; que a juventude seja uma arma ao seu favor, possibilitando-lhe aprender com os obstáculos.

Enfim, procura-se por um ídolo que, com a licença de todos, possa nos fazer felizes.

Aliás, eles já não existem?

22/06/2009

"123) LÁZARO"


" ... a bola procura o jogador ['marcado'] - pela torcida e pelo destino - ..."

“LÁZARO"

Seria um personagem das histórias bíblicas?

Seria a morte perdendo espaço para a vida?

Seria desafiar a resistência do competidor entre a derrota - fracasso - e a vitória - sucesso -?

Seria a diferença entre perder e marcar um gol?

Seria a busca incessante pela estabilidade de nossas linhas?

Seria dizer que o imponderável caleja a juventude de nossa equipe?

Seria interpretar o gol de Obina (25) como a persistência dos que não se acham vencidos, acreditando até o final da jogada?

Seria assistir ao bombardeio da meta adversária, percebendo que a bola procura o jogador "marcado" - pela torcida e pelo destino - ?

Na verdade, Lázaro representa a conquista de um valor essencial para o nosso equilíbrio entre os melhores - hoje, 4.º lugar no G4 -: “RESPEITO!”.

Vamos nos surpreender com esse elenco. Por que sintetizam o que há de melhor no futebol brasileiro? Não! Porque nossos jogadores se sentem como animais feridos, na procura de cura. E ela está próxima.

19/06/2009

"122) HOJE, DOIS DIAS DEPOIS ..."


" ... Desejo por sinal que você seja triste, não o ano todo, mas apenas um dia. Mas que nesse dia descubra, que o riso diário é bom, o riso habitual é insosso e o riso constante é insano ... Desejo também que você plante uma semente, por mais minúscula que seja, e acompanhe o seu crescimento, para que você saiba de quantas muitas vidas é feita uma árvore ..." (Victor Marie Hugo)

“HOJE, DOIS DIAS DEPOIS ...”

... poderia vazar os olhos do homem com minha ira, mas o instinto percebido é passageiro, próprio dos amores de cunho passional.

Prefiro estar ao lado de toda a coletividade alviverde e lembrá-la da grandeza de nosso estandarte.

Enxergo a imaturidade e o limite de nossas forças como circunstanciais e pertencentes ao esboço dos verdadeiros campeões.

Entendo o erro como um caminho mutável, em busca do acerto e da harmonia.

Não sou insensível aos nossos problemas. Vivo cada um deles pelas linhas que me permitem escrever.

Intercaladas por mudanças e permanências, aprendi a cultivar seqüências de trabalho.

Escolhi as passagens ininterruptas e gradativas aos processos revolucionários, não deixando de ser ativista confesso.

Passei a ser um sóbrio e ético negociador, onde o meio termo é equilíbrio entre os extremos.

Sendo assim, sou a favor dos ingressos a preços populares e acomodações decentes para nossos torcedor.

Sou a favor de equipes competitivas que sejam marcadas por técnica, disciplina e profissionalismo, bem como identificadas com nossas cores e história, personificando a competência do trabalho iniciado por uma “diretoria” atuante.

Sou a favor de nosso “presidente” Belluzzo, mas como um meio, não como um fim.

Sou a favor, sim, da bandeira esmeraldina - mais importante que os homens. Afinal, quando pudermos deixar de lado a vaidade, a “sociedade” respirará ares de constantes conquistas e a ocasionalidade fará parte do passado.

15/06/2009

"121) PÉROLAS AOS PORCOS?"


" ... o menino prodígio ..."

“PÉROLAS AOS PORCOS?”

Ao contrário do ditado popular e por merecimento.

A bola é alçada à área - mais uma vez ele, Cleiton (25). Aquele que marca - Marcos Skavinski (33) - resolve atacar e cabeceia. Fulminantemente, ele encobre o goleiro adversário. É gol! Há quem duvide. Holografia? A arbitragem confirma. A superioridade técnica vence.

A ordem natural volta a reinar no caos do Universo.

Reforçando a tese, nada é definitivo. Willians (21) verticaliza o passe. A defesa corta (?) A bola encontra ele, o menino prodígio - K9 (21). O voleio de quem sabe o que faz.

A esperança volta a se manifestar.

Lançamento perfeito. Nosso lateral - Wendel (27) - o elemento surpresa. A assistência simples e objetiva. Simples e objetivo é o arremate. Ele - K9 - volta aos braços da torcida.

Será este o destino traçado pelos deuses? Aguardo confiante.

Montevidéu nos espera!
The truth is out there.

12/06/2009

"120) PASSAGEM PELO VALE DO TEMPO "


" ... aquilo que é passado interfere no presente e influencia no futuro."

“PASSAGEM PELO VALE DO TEMPO”

No espaço cedido ao homem por parte do tempo, ele é capaz de se tornar admirado ou admirador; herói ou desafeto; coadjuvado ou coadjuvante.

No espaço cedido ao homem por parte do tempo, aquilo que é passado interfere no presente e influencia no futuro.

No espaço cedido ao homem por parte do tempo, o respeito é coisa que se propaga.

No espaço cedido ao homem por parte do tempo, Evair eternizou-se há dezesseis anos atrás (clique aqui) . Porém, ele sempre foi unanimidade?

No espaço cedido ao homem por parte do tempo, K9 (21) começou na velocidade da luz e agora vive problemas crônicos de motor de arranque. Por isso deve ser marcado pelo julgamento dos precipitados?

No espaço cedido ao homem por parte do tempo, nosso “preparador técnico” sempre será lembrado pelos momentos de pura magia - e assim deve ser! - oferecidos a uma exigente coletividade. É verdade que o instante presente não é sombra de sua verdade. Contudo, ele merece ser crucificado?

Penso que o céu e o inferno alternam-se em nosso cotidiano. Hoje, aquele que chamamos “o imaculado”, dependendo das circunstâncias, também poderá macular as expectativas da torcida. Portanto, extremo critério na hora de criticar ou exercer o direito de ... cornetar.

Penso que cobrar é confiar que o homem a ser cobrado responderá positivamente. Não sendo assim, tudo deixa de ter sentido.

08/06/2009

"119) PELAS MÃOS DO HOMEM E PELOS PÉS DE DEUS"


" ... mais uma lembrança para que o processo canônico ... seja encaminhado à Igreja."


" ... em alguns episódios o homem não basta e a Providência intercede. "


" ... vitórias como esta encerram em si um motivo."

“PELAS MÃOS DO HOMEM E PELOS PÉS DE DEUS”

Pelas mãos do homem - e graças a elas -, a cidadela alviverde não foi derrotada. Mesmo assim, quando as mãos foram ineficazes, os olhos espalmaram a escanteio.

Magia? Bruxaria? Na verdade, mais uma lembrança para que o processo canônico de Marcos (35) seja encaminhado à Igreja. Sendo assim, voto por canonizá-lo! Já! Imediatamente!

Porém, em alguns episódios o homem não basta e a Providência intercede. Por intermédio dos pés mediúnicos de Cleiton (25), dois momentos isolados levaram dois mortais - Ortigoza (21) e Maurício (23) – à plenitude.

Procurar entender não é fácil. Mas, vitórias como esta encerram em si um motivo. Deixando a hipocrisia de lado, aprender com a vitória é muito melhor.

05/06/2009

"118) PROMETEU"


" ... pois é fadado ao homem pagar suas dividas nesta vida, moeda por moeda."

"PROMETEU"

Prometeu é um dos deuses da mitologia. Zeus - o maior de todos eles - incumbira-lhe de trazer à realidade o reino animal, condicionando dividi-lo em seres racionais e seres irracionais.

Vaidoso pelo poder e atributos conferidos, ao final da tarefa, Prometeu não reparou que os seres trazidos à vida eram comuns; nada os distinguia. Era preciso fazer algo.

Prometeu, utilizando-se da destreza que lhe era peculiar e aproveitando-se do descuido entre os responsáveis, furtou o “fogo dos deuses”, artefato que traria a harmonia desejada ao seu trabalho. Doravante, o homem seria o intervalo entre “os moradores do Olimpo” e os animais.

Zeus, ao tomar conhecimento do episódio, destacou Hefesto para puni-lo. Prometeu seria acorrentado ao cume do Monte Cáucaso e sempre ao nascer de um novo dia visitado por uma águia que dilaceraria seu peito, alimentando-se de seu fígado. Ao entardecer, a chaga estaria fechada aguardando ser repetido o dito cerimonial no próximo alvorecer.

Nosso Prometeu - vaidoso por natureza e feito o original - está com seus dias contados, acorrentado aos sonhos e princípios de uma coletividade, pois é fadado ao homem pagar suas dividas nesta vida, moeda por moeda.

Portanto, se a fuga é o traje dos covardes, lute! Prove que ainda existe sangue nas veias e respeito por quem paga seu salário. A alegria de muitos depende - também - de sua competência e estratégia.

Sim, você pode!

01/06/2009

"117) HABEMUS OBINA"


" ... em busca de um lugar ao sol."

"HABEMUS OBINA"

A trajetória da bola é alterada por Mozart (29). Ela chega a Diego (23) que lança no costado do marcador. Blindado a tudo e a todos, um certo atacante arremata; entre a trave e o goleiro. É gol de Obina (25)!

A torcida grita: "Eto’o! Eto’o!, Eto’o!" Eto’o? Seria o desejo de que as coisas voltassem ao normal? Desculpem este humilde e visionário palmeirense. É recente a lembrança de uma tal "linha atacante de raça" atemorizando beques impotentes.

Acalme-se torcedor! "A teoria da relatividade" joga a nosso favor!

Sim, o final do martírio está próximo!

Quanto àqueles que cantam no vestiário de Palestra Itália, eu aviso: "Subestimar o manto sagrado é um erro – alguém se lembra da COPA DOS CAMPEÕES - 2000?". (Clique aqui)

Por enquanto ficamos com a homenagem ao humilde baiano, em busca de um lugar ao sol.

As páginas de nossa história espelham sua riqueza. Ela é maior que qualquer desprezo ou demagogia. A marca Palmeiras é forte e mais uma vez vingará.

Sim, nós podemos!