31/08/2009

"143) QUEM TEM MEDO DA HISTÓRIA?"


"E quanto à História? Que prossiga!"


"Domingo, nossas tradições foram respeitadas."



"As conquistas pelas quais lutamos tanto, nos orgulham ..."

QUEM TEM MEDO DA HISTÓRIA?

Com certeza, não é a Sociedade Esportiva Palmeiras e sua necessária mudança de nome.

As conquistas pelas quais lutamos tanto, nos orgulham e ilustram o cotidiano de nosso seguidor apaixonado. Ao contrário de outro clube da capital que rescreve sua História, incorporando ao tempo o véu do esquecimento, nós procuramos ter com o ontem algo mais que simples memória.

A dor dos perseguidos não se apaga. Inspira até quem não viveu “in loco”.

Domingo, nossas tradições foram respeitadas. Dos diretores certos - nos lugares certos - aos jogadores ligados em cada lance, passando pelo torcedor das arquibancadas - inferiores numericamente, mas iluminados pelas cicatrizes dos justos.

Nunca precisaremos do erro de planejamento adversário para evidenciar nossa glória. Precisamos, sim, da superioridade técnica e tática. Afinal, bravata é coisa dos pobres de espírito.

E quanto à História? Que prossiga! Muito temos a contar aos filhos de nossos filhos.

Enquanto eles...

***


Se eles disseram, eu acredito.

28/08/2009

"142) NOVENTA E CINCO ANOS DEPOIS (epopéia de um povo)"


Ideologia e ousadia.


Justiça e soberania.

 Amor incondicional! - Fonte: Raphael (Cruz de Savóia)




“NOVENTA E CINCO ANOS DEPOIS”
(EPOPÉIA DE UM POVO)


Nasci das idéias de meus pares, outrora foragidos do frio e da fome.

Fui educado sob as leis do campesinato, onde o que é certo não deixa espaço ao talvez.

Atingi a maioridade quando a força revolucionária da “terra da garoa” insurgiu-se contra a ditadura do governo central. Inúmeros simpatizantes de minha bandeira pegaram em armas e corajosamente sonharam com dias melhores.

Amadureci sob o manto dos tempos difíceis, onde a “Segunda Guerra Mundial” trouxe dor, perdas e preconceitos.

Chamaram a mim e aos meus de “carcamanos”. Éramos, na verdade, operários fabris engajados, contrários ao segregacionismo galopante. Anarquistas, graças a Deus!

Inquisidores nos perseguiram e meu nome foi mudado. Tentaram acabar com a carne, mas se esqueceram do espírito. Até um tradicional adversário esportivo passou a ser inimigo, demonstrando claramente o teor de seu caráter. Contudo, nossa fé era inabalável.

Nosso país estava mudando e os “caudilhos” pereciam pelas armas de fogo. Em um domingo chorávamos o “Maracanazzo”, no outro éramos vingados pela ”linha atacante de raça”.

E assim sendo, a mudança dos valores tradicionais - agora bem mais flexíveis - possibilitaram à sociedade brasileira provar de novos caminhos - exceto os democráticos. Concomitantemente, surgia a “Academia” - refinados artistas da bola que nos fizeram ter orgulho da própria história; afinal, quando que outros clubes puderam vestir e representar a camisa verde e amarela?

Se a “ditadura militar” marcou o destino de tantos irmãos, o “jardim suspenso” foi válvula de escape.

Se a abertura política - contraste ao sistema anterior - trouxe novos ventos de esperança aos aborígenes tupiniquins, novas formas de fazer futebol aproveitaram carona, privilegiando a engrenagem em detrimento do homem.

Nunca esqueci de minhas origens - gás natural, leite, pneus, artigos esportivos e montadora de veículos. Entretanto, sempre estive atento ao respirar do mundo globalizado. Foi assim que conquistei a América - e por meros detalhes não fui “senhor do mundo”.

Voltei a reciclar meus passos e percebi que a “imprensa oficial” não era única. Todos - além da “dita cuja” - que acompanhavam meu cotidiano também raciocinavam e pensavam. Era o surgimento de uma “mídia” soberana e formadora de opiniões. Um braço forte na luta contra a desigualdade.

Enfim, noventa e cinco depois, minha família cresceu - e a residência onde estamos situados está sendo projetada para a mesma finalidade. Posso vislumbrar, no gozo de boa saúde, as surpresas que o Século XXI poderá nos proporcionar.

Chame-me de Palmeiras! Muito prazer! Sente-se à mesa, peça uma cerveja e ouça um pouco de minha história.


24/08/2009

"141) PARA QUE HAJA PAZ É PRECISO SANGRAR"

Pioneiros

Exemplos

Comprometidos.

"PARA QUE HAJA PAZ É PRECISO SANGRAR"

Além de jogadores de futebol, Bianco e Obina (25) possuem outras características em comum. Cada um deles, em um momento pontual da história Palestra/Palmeiras, anotou um gol de pênalti e vestiu a gloriosa “camisa azzurra” - homenagem à Casa Real de Savóia.

Implacável, o tempo registra dois marcos separados por quase um século. Contudo, o estandarte continua desfraldado. É a forma tomando movimento e convocando nossos guerreiros para mais uma batalha. Como todas elas, difícil e extenuante; valendo a paz de nossas consciências e o sangue derramado, combinados com o suor de nossos corpos.

Agora, nada é mais importante do que prestar honras a quem começou o caminho e nos ensinou a arte de ser um “tifosi”.

Combates muito mais auspiciosos nos esperam, mesmo que sejam realizados em campos proscritos - como no próximo domingo, por exemplo.

Lembrar que a vitória é imperativa? Desnecessário!

Mais do que imperativa, a vitória deverá ser moral e ética, preservando nossas memórias, tradições e anseios.

A sinergia deve continuar. Enquanto ela perdurar, a conquista estará perto de nossas mãos.

Sendo assim, e não deixando mais que poucas palavras, conclamamos: “A hora do pesadelo está por vir. É nosso exército, fomentado pela coragem de nossos antepassados, nos portais da velha e carcomida aristocracia, aguardando o embate dominical.

***

"PARA QUE HAJA PAZ É PRECISO SANGRAR"

É necessário saber de onde viemos, onde estamos e para onde vamos.


Orgulho-me de ser palmeirense.

Vitória de n.º 11 (Nacional 2009)

21/08/2009

"140) O NÁUFRAGO"


" ... por meio da astúcia absorve o erro e faz emergir a esperança."

"O NÁUFRAGO"

No esporte, o náufrago é aquele que sobrevive ao acidente da derrota. É aquele que por meio da astúcia absorve o erro e faz emergir a esperança.

O náufrago é aquele que sufoca a sátira adversária com a virada do placar do jogo. Porque a vida é uma luta constante e vence aquele que assimila melhor o sangue derramado.

Não é hora de abandonar o clube que personifica todo o nosso bem querer, mesmo que ele nos dê metade do que oferecemos.

O futebol é caprichoso. Quando menos esperarmos, o destino assumirá a responsabilidade de gerir os jogadores de nosso elenco e restaurar-lhes o equilíbrio.

17/08/2009

"139) NOSTRA FAMIGLIA"


" ... nostra famiglia não foi representada apenas pela equipe verde e branca."


" ... cada um tem uma história, um ponto de vista ..."


"Nostra famiglia foi tudo isso e muito mais."

“NOSTRA FAMIGLIA”

No último final de semana, no Palestra Itália, nostra famiglia não foi representada apenas pela equipe verde e branca.

Nostra famiglia não se resumiu exclusivamente às defesas miraculosas de Marcos (35), ao gol de Danilo (25) ou às assistências cerebrais de Cleiton (25).

Nostra famiglia foi certeza e dúvida; encontros e despedidas; poesia da paulicéia desvairada.

Nostra famiglia foi expectativa pelo deslanche na tabela, coisa que o torcedor foi frustrado em seus desejos. Entretanto, a idéia de que ofereceremos resistência aos interesses adversários é mais do que certa.

Nostra famiglia foi a alegria de fazer amigos e conhecê-los olhos nos olhos. Fomos abraçados pelo agradável ambiente do L’ osteria, onde cada um tem uma história, um ponto de vista e algumas divergências, mas nunca se esquecem de suas origens esmeraldinas.

Nostra famiglia foi a poesia da terra da garoa. Foram mais de 24.000 torcedores que fizeram o frisson da Matarazzo, Turiassu e arredores.

Nostra famiglia foi tudo isso e muito mais. Foram muitas outras páginas, regadas com cervejas, aperitivos e lendas urbanas - pois a vida é construída por este mosaico de acontecimentos,

Enfim, nostra famiglia foi o singelo agradecimento a Deus, pelo simples motivo de estar viva.

14/08/2009

"138) QUANDO SURGE A MATURIDADE"


" ... Marcos (35) conta com a confiança da coletividade verde e branca."

“QUANDO SURGE A MATURIDADE”

É possível que o atacante adversário receba a bola e arremate a gol? Vença “A Lenda” e acredite que o sonho é algo atingível? Eu afirmo que o feito espelha metade da verdade.

Após 450 jogos defendendo a meta alviverde, Marcos (35) conta com a confiança da coletividade verde e branca. Suas defesas - em cabeçada e cobrança de penalidade máxima - trouxeram ordem ao caos momentâneo.

As intervenções prodigiosas do goleiro esmeraldino só poderiam ser acompanhadas pela plasticidade das jogadas de Diego (23), na assistência ao oportunista Ortigoza (21), ou no chute entre o goleiro e a trave, caprichosamente invioláveis.

Contudo, a troca de passes vem sendo uma das características marcantes desta equipe. Ao menor sinal de descuido da linha defensiva mineira, Cleiton (25) quase nos presenteou com o sublime sabor da vitória.

Difícil de ser batida, a SEP começa a nos fazer acreditar em seu amadurecimento.

Dedo do técnico? Boa fase dos melhores atletas? Aura de um verdadeiro vencedor? Talvez, uma sequência de motivos que se ligam.

10/08/2009

"137) LÍDER, PAI, ANIVERSARIANTE ... E FELIZ"


" ... é característica da natureza palmeirense estar entre os melhores."

"LÍDER, PAI, ANIVERSARIANTE ... E FELIZ"

Líder, porque é característica da natureza palmeirense estar entre os melhores. Quiçá levantar a taça e gritar, mais uma vez, é ... !

Pai, porque é uma das "leis do Universo" - plantar nossa semente e vislumbrar seu florescimento, transformando-a de simples esperança em realidade do cotidiano.

Aniversariante, porque renascemos e nos renovamos a cada dia, nesta ou em outras vidas.

... e feliz, por toda a infinitude do tempo, porque a amizade é um tesouro descoberto e única saída para as tristezas do homem. Quando o bolso está vazio resta a figura dos grandes e verdadeiros amigos.

07/08/2009

"136) A DOCE GUERRA PELA HEGEMONIA"


"É a SEP lapidando seus melhore predicados."

"A DOCE GUERRA PELA HEGEMONIA"

Não será fácil levantar a taça. Porém, a impossibilidade inexiste.

O elenco não é fraco. É bem provável que confirme sua vaga à Copa Libertadores da América.

Velocidade, troca de passes, deslocamentos ... É a SEP lapidando seus melhores predicados.

O momento alviverde é de profunda esperança. Quem não permitiu ao tricolor gaúcho uma vida fácil, na primeira metade do jogo, não parece querer enganar o torcedor verde e branco.

Credibilidade é a palavra chave. Assim sendo, suspire fundo e solte o ar. As emoções apenas começaram.

03/08/2009

"135) A CENTURIA ALVIVERDE E A JANELA DE AGOSTO"


" ... o eterno personagem da camisa nove viajou para Recife e acompanhou nossa vitória frente aos pernambucanos."


" ... nossa equipe demonstrou controle das rédeas do jogo ..."


" ... com sabedoria nos preservamos para pelejas mais difíceis."

"A CENTURIA ALVIVERDE E A JANELA DE AGOSTO"

César era tudo menos um jogador comum. Goleador nato, sua marca principal era a irreverência. Hoje, suas declarações seriam mal interpretadas. É que o futebol ficou previsível e tudo repercute como menosprezo ao adversário.

Chute certeiro e cabeceio mortal, o “imperador palmeirense” - Ave César! – sabia levar à loucura a linha de defesa inimiga. Como desconsiderar um total de 180 gols?

Convidado pela diretoria, o eterno personagem da camisa nove viajou para Recife e acompanhou nossa vitória frente aos pernambucanos. Longe de ser a “Academia dos Anos 70”, que tanto fez vibrar este que vos fala, nossa equipe demonstrou controle das rédeas do jogo e conquistou mais três pontos incontestavelmente. A bola rolou de pé para pé e com sabedoria nos preservamos para pelejas mais difíceis. A inexperiência deixou de ser observada.

É fundamental que não soframos baixas nesta janela de transferências, principalmente nas figuras de Pierre (27), Cleiton (25) e Diego (23), os mais assediados pelas propostas. Contudo, nossos olhares não podem deixar de vislumbrar possíveis reforços - Big Fernando, por exemplo.

O que move o torcedor aos estádios é a boa fase de seu clube, pautada no profissionalismo, planejamento e comprometimento. Entretanto, tais fatores deixam de conspirar satisfatoriamente quando os ídolos deixam de existir.

Ídolos personificam líderes e trazem confiança. Suas ausências, ao contrário, denotam carências técnicas. Chega a ser inegável dizer das dificuldades maiores em alcançar um título. Assim sendo, entre vender ou não, prefiro um elenco contínuo - permanente. Mais tarde, mediante os campeonatos levantados, as divisas tendem a aumentar e os negócios tornarem-se bem mais vultuosos.

Portanto, “amici Belluzzo”: Juízo e bom senso! Se for mantida, a centúria defenderá nossos interesses.