
Originárias de terras iranianas, as tribos sarmatianas, nômades por natureza, vagavam por territórios limítrofes, entre a Ásia e a Europa, desde tempos remotos.
Exímios cavaleiros, os homens das tribos eram conhecidos pelo nome de sarmatianos e se destacavam no manuseio do arco e flecha.
Quiz o destino que os sarmatianos conhecessem as forças bélicas do Império Romano e fossem dominados por elas.
Melhor que ver o povo exterminado era estabelecer um trato com Roma. Patrulhar as Ilhas Britânicas - constantemente atacadas pelos povos bárbaros do norte - por período não inferior a duas décadas, de pai para filho.
Achados arqueológicos nos informam sobre o destino dos últimos sarmatianos - segunda metade do século V. Alguns guerreiros pereceram pelas lâminas invasoras, enquanto outros incorporaram-se à sociedade bretã, em franco desenvolvimento. Como curiosidade, eles passaram a amar a terra pela qual tanto lutaram, deixando de ser andarilhos subservientes ao clima que melhor pudesse atender suas necessidades nômades.
Seriam os filhos da Sarmátia, exemplos de últimos cavaleiros a receber o notável título de heróis de um povo? A resposta é não, torcedor alviverde.
Aos nossos jogadores - ou guerreiros, pois vestir nosso manto sagrado é mais que profissionalismo; é mais que empatia; é ter pelo menos uma gota de sangue verde, vermelho (?) e branco nas veias - é permitido agigantar-se diante das dificuldades. Respaldo da torcida nunca faltará. Ela não espera produtos notáveis. Basta honrar as tradições de uma história contada como poucos puderam contar.
A alegria de uma coletividade não tem preço.
Contudo, para aqueles que preferem a língua do profissionalismo: "Honrem o salário pago em dia! Graças a Deus!"
Àqueles que enxergam léguas além: "Lutem e não economizem suor e sangue. A eternidade lembrará de cada um.

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