05/02/2010

"(178) LUA CHEIA, ASSOMBRAÇÕES E O SAPO BOI"


"As assombrações alimentam-se do medo ..."


"É possível ... frieza no arremate ..."


"Contudo, jamais nos faltará esperança."

As assombrações acham que o castelo lhes pertence e que a posse é exemplo da infinitude do poder. Esquecem que o tempo renova as figuras e que o homem de ontem não é o senhor da verdade de hoje. Aliás, tal assertiva é indiscutível e está acima do bem e do mal.

As assombrações acham que o seu tamanho é proporcional à sua importância e que seu modus operandi é perfeito. Elas esqueceram-se da política da miséria e do tombo vergonhoso rumo às profundezas do inferno. Aliás, vivem a evocar as labaredas da discórdia como seu porta-estandarte único.

As assombrações não sabem de nossa existência e só se preocupam com o metal que vem das estruturas de cimento armado.

As assombrações não se importam com determinados valores, tais como competitividade e rivalidade. Basta a eles que o cetro real seja inquestionável.

As assombrações alimentam-se do medo e aceitam com passividade a virada de mesa. Falam em impeachment, mas nunca oferecem uma “Sociedade” democrática. Destacam a História, mas nunca escrevem uma linha.

As assombrações falam de seu amor, mas vendem-no por trinta moedas aos jornalistas sensacionalistas.

Assim sendo, cuidado ao exigir. Cobre o que é de direito, mas respeite aqueles que exorcizaram os fantasmas das alamedas de Palestra Itália. Eles podem errar, mas o seu legado não nos levará presos por correntes autoritárias.

É possível que nos falte energia elétrica, frieza no arremate ou qualidade técnica. Contudo, jamais nos faltará esperança.



03/02/2010

"(177) AMIGO DO MEU INIMIGO?"


" ... esta é a hora oportuna para retomarmos a estrada vitoriosa."

Parmalat! Ninguém foi melhor exemplo de parceria. Explorou o nome de nossa “Sociedade” e foi explorada financeiramente por ela - há que se ressaltar, dentro de parâmetros legais. Não fosse a letargia do “Sapo Boi” e teríamos usufruído melhor a década seguinte.

Italiana como nossas origens, a Indústria de Laticínios fez o mercado do futebol rever os seus conceitos. Porém, empreendedor como a Parmalat ...

Adequados à nova imagem mercadológica, novos investidores surgiram - aqui e acolá. Contratos foram assinados, mas a invariável matemática do “ganha-ganha”, essencial para o sucesso dos negócios, não foi cumprida à risca.

Adidas, Samsung, Traffic ... Essa é a nova realidade alviverde - algumas vezes semelhante a troco de mercado, outras vezes a dízimo de igreja.

O que marca negativamente os ícones citados é o descompromisso com o futuro. O imediatismo. Os famosos “empatamos, perderam e venci”.

Ninguém investe no insucesso ou apóia aquele que supostamente fracassa - embora alguns planejamentos alcancem resultados satisfatórios em longo prazo.

Senhores investidores, esta é a hora oportuna para retomarmos a estrada vitoriosa. A mesma estrada que marcou nossa passagem e nossas conquistas no cenário esportivo, fazendo de nosso clube a verdadeira vitrine dos homens executivos.

01/02/2010

"(176) DÚVIDAS E CERTEZAS"


"Definitivamente, alguém precisa se importar."

Dúvidas:

1) Torcida uniformizada contribui na perda de um campeonato?

2) Vendeta é um tipo de fenômeno aplicável à SEP?

3) Lucro e vitória podem ser alcançados concomitantemente?

Certezas:

1) Um campeonato começa a ser conquistado fora das quatro linhas.

2) Democracia é a mola propulsora que permite à “imprensa oficial” agigantar-se em quaisquer circunstâncias que se mostrem necessárias. Contudo, ela é tendenciosa. Atende interesses voltados ao clientelismo, onde beneficiário e beneficente se alternam.

3) Única alternativa aos valores pré-estabelecidos, a ruptura é o caminho do homem despojado dos vícios sociais. Maior a independência e transparência, maior o caráter.

Avante “Alviverde Imponente”.