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"As assombrações alimentam-se do medo ..."
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"É possível ... frieza no arremate ..."
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"Contudo, jamais nos faltará esperança."
As assombrações acham que o castelo lhes pertence e que a posse é exemplo da infinitude do poder. Esquecem que o tempo renova as figuras e que o homem de ontem não é o senhor da verdade de hoje. Aliás, tal assertiva é indiscutível e está acima do bem e do mal.
As assombrações acham que o seu tamanho é proporcional à sua importância e que seu modus operandi é perfeito. Elas esqueceram-se da política da miséria e do tombo vergonhoso rumo às profundezas do inferno. Aliás, vivem a evocar as labaredas da discórdia como seu porta-estandarte único.
As assombrações não sabem de nossa existência e só se preocupam com o metal que vem das estruturas de cimento armado.
As assombrações não se importam com determinados valores, tais como competitividade e rivalidade. Basta a eles que o cetro real seja inquestionável.
As assombrações alimentam-se do medo e aceitam com passividade a virada de mesa. Falam em impeachment, mas nunca oferecem uma “Sociedade” democrática. Destacam a História, mas nunca escrevem uma linha.
As assombrações falam de seu amor, mas vendem-no por trinta moedas aos jornalistas sensacionalistas.
Assim sendo, cuidado ao exigir. Cobre o que é de direito, mas respeite aqueles que exorcizaram os fantasmas das alamedas de Palestra Itália. Eles podem errar, mas o seu legado não nos levará presos por correntes autoritárias.
É possível que nos falte energia elétrica, frieza no arremate ou qualidade técnica. Contudo, jamais nos faltará esperança.
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