28/11/2010

"(240) IN NATURA"

Imagem originariamente publicada pela
 página eletrônica "PALESTRINOS'

Caráter é algo genuìno na personalidade de determinados homens.

Determinados homens pensam grande, à frente de seu tempo e expandindo o espaço ao redor de si.

Determinados homens não se alimentam de mesquinharia, buscando o sucesso obstinadamente.

Determinados homens sofrem ataques injustos e se defendem através do valor inegável de sua virtude.

Determinados homens clamam pela longa vida aos inimigos, para que eles possam assistir a sua vitória.

Determinados homens, com tais predicados, nasceram para a eternidade.




26/11/2010

"(239) CHEGA!"

Imagem originariamente publicada na página eletrônica "ESPN"

Chega de promessas e mentiras!

Chega de planejamentos passionais e orçamentos fictícios!

Chega de salários atrasados, jogadores insatisfeitos e ambiente carregado de conspiradores!

Chega de elencos limitados tecnicamente e que por sua vez forçam diretores técnicos a táticas limitadas!

Chega dos políticos profissionais que habitam os batisdores do clube, desconstruindo a história alviverde!

Chega dos alcaguetes, ratos e traidores, fomentadores do jornalismo tendencioso!

Chega da filosofia do bom - ou mais ou menos bom - e barato - ou mais ou menos barato!

Chega de incompetência, amoralidade e falta de ética!

Chega de "Palmeiras Laboratório", incubador dos ovos de ouro de quem quiser!

Chega de "Palmeiras Perfeito"! PARA QUEM?!

Chega de envergonhar o torcedor e tratá-lo como gado de corte!

CHEGA DE PERDER PARA PODER GANHAR! - essa foi a gota de água!

Enfim ... CHEGA!


21/11/2010

"(238) MISTER PAUL E AS COINCIDÊNCIAS DO DESTINO ALVIVERDE"

Imagem originariamente publicada na página eletrônica
 "LOX BOOTLEGS"

Chegávamos ao final de 1993. A "terra da garoa" recebia o ex-beatle James Paul McCartney.

Apresentando-se no Estádio Municipal do Pacaembu, "Mister" Paul fazia o sonho de cada expectador - eu e minha esposa estávamos lá.

Indiscutivelmente, 1993 foi um ano mágico, não só para admiradores dos Beatles. A SEP, por exemplo, retornava ao carro chefe do futebol nacional, atingindo o ápice na conquista do Brasileiro. A equipe alviverde dispensava comentários. Era nítida a disparidade técnica. Vencíamos e convencíamos.

Porém, a roda da supremacia girou e os "cartolas" esmeraldinos, balançando suas jóias, não souberam manter o equilíbrio de nossas forças. Meus pêsames ao "Sapo Boi" e seus "implacáveis cavaleiros apocalípticos".

Agora, os fatos se repetem. A última década do século XX revive no século XXI. Mister Paul continua carismático. Contudo, a SEP respira por aparelhos - mesmo assim resiste e luta, insistentemente, por novas conquistas. Não fosse a torcida, patrimônio inquestionável, viveríamos dos repetentes legados por homens ocasionais, que nada mais provaram, a não ser o mesmo ponto de vista, de que os conselheiros podem e precisam ser menores que o clube.

É hora de agregar! Pensar grande! Voltar a vencer! Exorcizar nossos fantasmas!

Contem comigo! Estarei no Pacaembu trajando uma camisa azul, homenageando os "guerreiros da casa azzurra". Que Garibaldi esteja entre nós!



17/11/2010

"(237) O VELHO NATIVO DA MONTANHA"

Crédito: Agência Palmeiras

Era costume dos Cheyennes, uma  das culturas indígenas e naturais do hemisfério norte, guardar hábitos curiosos.

Ao chegar à "terceira idade", e não encontrando forças para prosseguir sua mística caminhada, o velho índio cheyenne, munido do livre arbítrio, iniciava uma nova jornada, pessoal e intransferível.

Portador de poucos utensílios - somente aquilo que fosse necessário - o velho índio cheyenne deixava sua tribo com destino à mais próxima montanha. Lá, entregue à própria sorte, ele acertava suas contas com a natureza, força da qual, por várias estações, extraíra sua subsistência.

Longe de ser um ato de desrespeito, a comunidade indígena cheyenne procurava preservar a história de seus membros de maior longevidade, não permitindo que os mesmos sentissem o sabor da decadência. Melhor seria lembrá-los por seu último ato guerreiro.

Sendo assim, o velho índio cheyenne assumiu e ascendeu novas responsabilidades e planos. Agora, ele fazia parte da natureza incontrolável e sua voz ecoava pelo vento.

Assumir ... Ascender - Asunción, em castelhano - ... Alguma lembrança? Coincidência? Somente na Sul-Americana foram quatro.

Nos pés de nosso velho nativo da montanha a certeza de que o tempo não passou e ele continua como vinho - cada vez melhor.

Passes, lançamentos e arremates, poesias perfeitas do homem transformado lenda, este é o eixo de nossa engrenagem. Que a História lhe seja generosa.




14/11/2010

"(236) AMICUS CERTUS IN RE INCERTA CERNITUR (1) "

Crédito: Agência Palmeiras

Temos dois caminhos à nossa frente. Contudo, somente um será a alternativa correta.

Interesses comunitários devem conduzir nossa escolha. Afinal, somos parte integrante de uma "Sociedade" de homens críticos, outrora exemplos de devoradores de tablóides, que hoje não se deixam levar por qualquer notícia veículada. Aliás, formamos opinadores - esmeraldinos e opinadores.

Temos um caminho que prima pela mesmice, pelo lugar comum e pela "vendetta (2)" - própria das "famiglias" mafiosas. Aquele que aponta o infrator - ou sugere o suspeito - e vira as costas, utilizando-se das frestas dos bastidores, fomentando a "imprensa passional" e nada interessado na conquista de novos campeonatos e troféus.

Alheio ao caminho citado acima existe outro, que foge à regra, aberto às novas idéias e agregador. Aquele que procura apurar a verdade e negar a injúria do jornalismo sensacionalista. Aquele que o Budismo chama de "caminho do meio" - nada extremista, cultivador do meio-termo, iluminado, sensato e sabedor dos seus verdadeiros limites. Aquele que é adepto das conquistas clássicas - por intermédio de hábeis trocas de passes, lançamentos e arremates - ou heróicas vitórias - vislumbradas por humildes operários da bola ao romperem com a lógica do futebol.

Ambos torcedores - será? -, eles guardam expectativas diferentes quanto às semi-finais da Copa Sul-Americana.

Alguns preferem jogar e lutar ao lado de nossos jogadores, enquanto outros tripudiam ao lado de nossos inimigos.

Ninguém é cultivador da hipócrisia e fecha os olhos à realidade, deixando de sonhar com elencos mais competitivos. Entretanto, agora é a hora da mística camisa alviverde superar as adversidades.

(1) Frase de Ennius (239 A.c - 169 A.c), poeta épico romano: "Amigo certo manifesta-se no momento oportuno".

(2) Vingança, traduzida do italiano.


10/11/2010

"(235) A BALSA DE CARONTE"

Crédito: Diário Lance!

O Inferno deixou de assustar.

É claro que os torcedores fizeram a diferença, assumindo a responsabilidade e o comprometimento dos homens que sabem bem a sua importância.

Nossos personagens principais foram a cantata de um mundo mágico, onde ninguém ficou alheio. E o adversário atônito, à medida que o tempo dissipava, percebia que era algo impotente para a força que se propagava ao redor.

Embora os erros ocasionais, próprios dos que procuram acertar e alcançar o esperado equilíbrio, nossos jogadores souberam se superar, indo além de suas reais capacidades.

Na verdade, todos nós ultrapassamos os limites da autêntica competitividade. Para cada papel interpretado uma tarefa a executar. Se a diretoria forneceu a logística, Mestre Scolari viveu o projeto vencedor intensamente, restando aos jogadores estabelecer a sinergia com o entorno do estádio.

Porém, o bem maior estava fora das quatro linhas. Não foi à toa que o Mago derramou lágrimas ao sair.

Feito o mitológico Caronte - barqueiro responsável  pela passagem dos mortos com destino ao Hades, por intermédio do rio Aqueronte - a galera das terras altas foi o fator inspirador, o oxigênio e o instinto de quem quer campear e vencer.

Os nobres vigilantes das estruturas de cimento armado foram a resposta ao uso desmedido do passionalismo profissional  por parte dos jornalistas pseudo-imparciais.

Enfim, a balsa de Caronte tinha um único remador e a força de trinta mil homens.



07/11/2010

"(234) A LENDA DOS ÚLTIMOS CAVALEIROS SARMATIANOS"

Crédito: Agência Palmeiras

Originárias de terras iranianas, as tribos sarmatianas, nômades por natureza, vagavam por territórios limítrofes, entre a Ásia e a Europa, desde tempos remotos.

Exímios cavaleiros, os homens das tribos eram conhecidos pelo nome de sarmatianos e se destacavam no manuseio do arco e flecha.

Quiz o destino que os sarmatianos conhecessem as forças bélicas do Império Romano e fossem dominados por elas.

 Melhor que ver o povo exterminado era estabelecer um trato com Roma. Patrulhar as  Ilhas Britânicas - constantemente atacadas pelos povos bárbaros do norte -  por período não inferior a duas décadas, de pai para filho.

Achados arqueológicos nos informam sobre o destino dos últimos sarmatianos - segunda metade do século V. Alguns guerreiros  pereceram pelas lâminas invasoras, enquanto outros incorporaram-se à sociedade bretã, em franco desenvolvimento. Como curiosidade, eles passaram a amar a terra pela qual tanto lutaram, deixando de ser andarilhos subservientes ao clima que melhor pudesse atender suas necessidades nômades.

Seriam os filhos da Sarmátia, exemplos de últimos cavaleiros a receber o notável  título de heróis de um povo? A resposta é não, torcedor alviverde.

Aos nossos jogadores - ou guerreiros, pois vestir nosso manto sagrado é mais que profissionalismo; é mais que empatia; é ter pelo menos uma gota de sangue verde, vermelho (?) e branco nas veias - é permitido agigantar-se diante das dificuldades. Respaldo da torcida nunca faltará. Ela não espera produtos notáveis. Basta honrar as tradições de uma história contada como poucos puderam contar.

A alegria de uma coletividade não tem preço.

Contudo, para aqueles que preferem a língua do profissionalismo: "Honrem o salário pago em dia! Graças a Deus!"

Àqueles que enxergam léguas além: "Lutem e não economizem suor e sangue. A eternidade lembrará de cada um.



05/11/2010

"(233) A CLAUSURA PELA VITÓRIA"

Crédito: Diário Lance!

É chegada a hora de separarmos homens e protótipos .

É chegada a hora de mentalizarmos um único adversário em nossa frente.

É chegada a hora de pensarmos grande.

É chegada a hora de transformarmos onze jogadores em vinte e dois guerreiros.

É chegada a hora de clamar apoio à coletividade das terras altas. Ouvir sua voz. Deixá-la tomar as dependências da municipalidade. Fazer de sua alegria a tristeza adversária. Por intermédio de nosso paraíso oferecer o inferno.

É hora de lutar pela sobrevivência e não temer o destino. Não se arrepender das escolhas feitas e abraçar a esperança da única porta entreaberta.

Enfim, sangrar se for necessário, trazendo o vermelho de nossas origens ao verde e branco atual.