29/05/2011

"(292) FRUTOS DO VENENO PASSIONAL"


Amaldiçoados a figurar entre personagens passageiros de nossa história, por motivos diferentes eles lutam pela vida.

Acorrentados a críticas superficiais ou induzidas, eles enxergam dois litigantes. Supreendentemente, um deles, ao invés do incentivo oferece o cadafalso.

Cumpridores de seus deveres, eles prosseguem marcando, passando e competindo. Dignificando o manto sagrado. Limpando a avenida por onde desfilará o craque.

Confiança é algo que, por contornos do destino caprichoso, conquistamos. Entretanto, quem não precisou, um dia pelo menos, das mãos incentivadoras de outrem?

O empate de hoje saiu dos pés de "um mercenário" e de "um dos protegidos do mestre". Na verdade, homens comprometidos com a causa.

Não seria hora de respeitá-los mais e melhor.

Dois dias atrás ...


"A injustiça que se faz a um, é uma ameaça que se faz a todos."

(Montesquieu)

25/05/2011

"(291) O MODESTO PREÇO PAGO PELA VITÓRIA"


"Os romanos serviam-se das folhas da palmeira no sentido de simbolizar suas vitórias.

Imediatamente após suas conquistas, os heróis romanos retornavam à 'cidade eterna' e eram recebidos por seu povo. Cada homem, mulher ou criança portava uma palma a tremular contra o vento."

...

Viver não é fórmula de difícil conhecimento e entendimento. Simplificar atitudes e socializar objetivos permitem que realizemos nossa parte, legando a reciprocidade às custas da sábia natureza. Receita de tempos idos, quando amarrávamos cachorro com linguiça - Mestre Scolari, aquele abraço!

Percebo que quando os homens que dirigem o ñosso futebol não invadem as fronteiras destinadas aos artistas da bola, o goleiro volta a operar milagres; o volante cobra a falta e acerta a furquilha adversária; o "meia" deslumbra com sua magia; e o atacante ,eterno gladiador, rompe as linhas inimigas e faz o gol.

Simples assim? Basta somar os valores e verificar o saldo ao final. Vencer é uma contingência.

Acaso não existe. Assim como não existem adivinhos que precognizam títulos. Entretanto, perder um campeonato é a soma de nossos erros.



22/05/2011

"(290) A LANÇA MORTAL DO HÉROI PALESTRINO"

Crédito: Diário Lance!

Roma te aplaude! Recolha teus pertences e vá para teu descanso merecido. Mais um adversário tombou!

Roma te aplaude! Você ouve teu nome ser repetido ao redor e acredita na imortalidade e ela é exclusividade de alguns bons guerreiros.

Roma te aplaude e você com a faca entre os dentes, soberbo, agradece: "Até a próxima morte".

Afinal: "Matar é sobreviver!"



18/05/2011

"(289) INSUFLAR A LENDA"


Talvez você não precise muito para encontrar a felicidade. Um sonho ... um sorriso ... um motivo que leve o espírito a reconstruir a jornada.

Talvez você não perceba a grandeza de sua epopéia, mas a força de seus braços - e pernas -  já realizou prodígios.

Talvez você enxergue apenas os malefícios do universo, mas os sinais de mudança - mesmo que residentes em sua esperança - alimentam-se de seu objetivo e fazem de sua causa uma cruzada democrática em busca da convergência de idéias.

Talvez a defesa menos vazada e os destaques individuais sejam uma pequena mostra de seu bom trabalho, mas não podem - e não devem - ser ignorados.

Talvez competir, pura e simplesmente, não seja um papel apropriado, mas o favorito surge da sequência de fatos, na maioria das vezes contrariando os sábios detentores do conhecimento.

Talvez você não se lembre, mas o seu nome é "Sociedade Esportiva Palmeiras" e merece, principalmente, o seu respeito.

Afinal, o maior temor do seu adversário é o seu despertar.




15/05/2011

"(288) COMO O FOGO AJUDOU A QUEIMAR A MENTIRA"


Nascido na cidade de Âncio, Nero Claudius Caesar Augustus Germanicus (37-68) foi o quinto imperador romano.

Nero foi filho de Gnaeus Domitius Aenobarbus e Agripina (16-59), oriundos de tradicionais famílias da sociedade romana. Porém, sua vida política ascendeu ao estrelato após o matrimônio de sua mãe com Claudius (10 a.C - 54 d.C), Imperador Romano.

Adotado pelo mandatário maior da “cidade eterna”, Nero vê o nome de Britanicus (41-55) - herdeiro de direito - ser relegado. As idéias de sua mãe Agripina estavam surtindo efeito.

Contudo, no jogo do poder, o próximo lance é sempre o mais importante. Envenenar Claudius (?) surge como alternativa viável. Independente da absoluta falta de provas, o fato levou Nero ao trono romano, com a anuência das principais forças políticas.

A falta de experiência do novo Imperador não foi sentida. Sua mãe, Agripina, sempre esteve por perto e pronta a colaborar. O filósofo e preceptor Sêneca (4 a.C – 65 d.C) e o prefeito pretoriano Burros (5-62), fechavam a trinca de mentores.

Assim sendo, Nero projetava-se através de uma imagem positiva, ideal ao trono romano. Infelizmente, seu contato com outro prefeito pretoriano, Ofônio (8-69), pôs tudo a perder - ou tornar-se real. O filho adotivo de Claudius enxergou novas perspectivas no poder, tais como tramas e acordos ilícitos; homens conspiradores e corruptos.

A coerência deixa de existir no homem, quando o homem deixa de existir no outro. A figura do “deus homem” torna-se refém de sua demência. Aqueles que tanto partilhavam de seu ambiente passaram a ser perniciosos - Agripina assassinada e Sêneca afastado e executado.

Com o tempo, Nero tornou-se impaciente, constantemente insatisfeito e incompreendido por todos - achava-se um artista e como tal exigia notoriedade. Imaginava-se o centro das atenções, o que acabou contribuindo contra os cristãos.

Com a moral em crescente estado degenerativo, o fim de Nero estava próximo. Conspirações militares e aristocráticas se acumulavam. A arte do suicídio foi uma conseqüência.

Era o fim do homem fabricado.


11/05/2011

"(287) DESAFIE O VOSSO DESTINO"


Sim! Você se descobre rumo ao estádio e à arquibancada.

Sim! Você observa o entorno e percebe que outros vieram.

Sim! Você abre um sorriso de confiança!

Sim! Você volta a enxergar o menino que chutava a esperança e balançava as redes nos campos de várzea.

Sim! Você esquece - mesmo que seja difícil - dos conselheiros capachos, do ex-presidente caudilho e do presidente subserviente.

Sim! Você se mostra maior que a chacota adversária e canta delirantemente o hino que fala de heróis e façanhas.

Sim! Você entende o verdadeiro sentido de ser torcedor de um clube com pouco menos de cem anos.

Sim! Você raciocina o resultado como algo subjetivo, motivado por várias circunstâncias.

Sim! Você acha seu ponto de equilíbrio nesse ópio verde, vermelho (?) e branco.

Sim! Você transforma insanidade em lucidez.

Sim! Afinal soa afirmativo! Desafie o vosso destino!

HORAS DEPOIS ...

Crédito: Agência Estado

"Há vitórias que exaltam, outras que corrompem; derrotas que matam, outras que despertam."

(Antoine de Saint-Exupéry)



06/05/2011

"(286) UM BREVE SILÊNCIO AO MORIBUNDO"


Deixe que o cavaleiro se recolha e cure as enfermidades que maculam as emoções alviverdes.

Deixe que o cavaleiro ouça o som do silêncio e encontre motivos para prosseguir a jornada.

Deixe que o cavaleiro feche os olhos esta noite e renasça viril pela manhã.

Sendo assim, qualquer palavra dita hoje será acometida do mais puro passionalismo e não frutificará.




02/05/2011

"(285) JUDAS?"


A sociedade não consegue omitir a verdade.

A verdade, ao contrário da justiça, não permite ser manipulada.

Sendo assim,

Sr. Marco Polo:

A coletividade alviverde exige esclarecimentos e providências.

A equipe palmeirense não precisa ser beneficiada de forma suspeita, basta ser tratada com isonomia e nos rigores da lei.

A coletividade alviverde aceita a derrota, desde que medida pela régua técnica, por intermédio de adversário superior.

A Sociedade Esportiva Palmeiras não precisa ser submetida à série de constrangimentos observados na última semana.

Lamento profundamente a forma como os fatos ocorreram. 

"INFELIZ AQUELE QUE NEGA O PRÓPRIO LAR E SUAS ORIGENS".



01/05/2011

"(284) CÓDIGO DOS GUERREIROS ALVIVERDES"


Extenuados, os nobres guerreiros se recolhem.

Virtuosos sabem que precisam descansar.

A batalha foi difícil e as baixas irreparáveis.

Entretanto, a guerra continua e o sangue derramado não partiu da lâmina inimiga; veio do orgulho de defender o estandarte alviverde. Na verdade, lutaram até sangrar e não podem ser ignorados.

A guerra continua e o povo do sul espera aproveitar-se das circunstâncias.

Contudo, engano vil pensar que um exército de nobres guerreiros feridos não possa vencer.

Ao limpar suas chagas, os escolhidos  recuperam a consistência do espírito e permitem o nascimento dos heróis, através do estigma dos campeões.

"A lenda não perece jamais".