Você abriu a porta aos sonhos e permitiu que o mundo conhecesse suas virtudes.
Ruas alinhadas formaram vilas e elas desenharam bairros que possibilitaram nascer a cidade que te acolheu.
A sociedade fez do esporte - futebol, mais precisamente - seu ponto de encontro. E a colônia italiana - expansiva como o Vesúvio - cresceu no sincretismo das outras etnias.
Entre conquistas e glórias - frutos da arte chamada "Academia" - alimentou-se "o mito".
Entretanto, o homem quis ser mais importante que a "pólis". Contrariando uma história "quase" centenária a "Sociedade" foi sendo refém de seus deformismos. No lugar do "mito" a Sociedade Esportiva Palmeiras fez valer a "lenda".
Porém, as leis do Universo possuem características imutáveis. É a natureza fazendo valer o seu desejo.
Jogando dados com Deus parece que a sorte sorriu ao alviverde e o reconhecimento indireto partiu de uma de suas vítimas da década de 70. Alguém que hoje é referência e muito bebeu na fonte acadêmica do "Jardim Suspenso".
Barcelona declarou seu respeito porque perdeu e aprendeu com a derrota. Aprendeu que o adversário artisticamente superior cria escola e ao vencer empolga seus discípulos.
Estar entre "os seis mais" é resgatar anos de magia e ascender a esperança de uma coletividade condoída com as chagas do tempo.
Estar entre "os seis mais" é recordar Cadiz, comemorar Carranza e assistir Ademir, pelo menos mais uma vez.
Estar entre "os seis mais" é confiar no amanhã e acreditar que o Barcelona não perde por esperar.
Por enquanto, a lembrança espanhola nos preenche o vazio.